domingo, 9 de setembro de 2012

Resenha - Estação Jugular

E se você acordasse pela manhã em um lugar absurdamente estranho, isolado de tudo, fugindo sabe lá de onde e de quem, e a certeza maior no momento é que deve seguir em frente para não ser torrado vivo? Então você entra no único ônibus de uma linha desconhecida, abandonado na velha Estação Jugular, e na estrada sinistra pincelada por descobertas, medos e anseios humanos se desenrola a maior aventura de todas. Assim ocorre ao romance filosófico Estação Jugular, de Allan Pitz, no qual um viajante perdido e desmemoriado entra em um ônibus vazio fugindo do sol inclemente que abandonou o céu e, como um foco teatral em movimento, tenta queimá-lo. A partir daí, Franz, o passageiro, segue confuso ao lado do Motorista para encarar a psicodélica jornada final de sua existência. 

Franz, um técnico de informática, corre sem destino e se depara com um ônibus. Entra nele e começa a conversar com o motorista.
Ele não lembra do que estava correndo, porque estava correndo. Estaria fugindo? Sim. Mas de quem? Do que?
Ele realmente não se lembra.

O motorista vai guiando seu ônibus por lugares bizarros para Franz ( e para qualquer pessoa), o fazendo divagar sobre o motivo de tudo naquele lugar ser diferente e o porque dele estar ali. O lugar parece muito cruel para ele, chegando até em um ponto que tem um quebra-molas humanos, em que o ônibus por cima quebrando os ossos das pessoas.

Depois de tudo isso ele acorda. Sim, estava sonhando. Fica feliz com isso, mas um fato realmente marcante o faz voltar para lá, e ele entende onde estava e o real motivo de estar fugindo.



O livro foi feito para pensarmos. Não é aquele livro para nos divertirmos, é para nos fazer questionar a vida, questionar os motivos, questionar tudo. Querer saber o porque das coisas e dos hábitos. Saber o que se passa na mente humana, o que está por trás de tantos erros e acertos dessa raça.

Ele é bem curto, tem umas 90 páginas, mas é o suficiente. No começo ele até tem bastante conversa entre os personagens, mas os últimos capítulos são somente o narrador contando o final de sua história, desvendando os mistérios desse estranho passeio.
Porém... não gostei muito. EU não gostei muito. Muita gente vai gostar, e muita gente já gosta desse livro, claro. Mas não achei muito meu estilo de leitura. Mas pra quem gosta, vale a pena!

Narração: 4/5 -  Narração em primeira pessoa. 
Descrição: 4/5 - Lugares e sentimentos muito bem descritos.
Revisão: 5/5 - Não lembro de ter achado algum erro.
Diagramação: 4/5 - Normal
Capa: 3/5 Nao gostei não...




8 comentários:

Samira Chasez disse...

Oi..

Gostei muito da sua resenha, mas infelizmente não me agradei nem pelo livro e muito menos pela a capa..

Caique Fortunato disse...

Gosto de livros assim, que nos leva a reflexões sobre a vida e outras coisas, geralmente quando leio algo do tipo fico pensando em várias coisas por muito tempo, por isso acho que gostarei desse livro. Gostei da resenha

www.entrepaginasdelivros.com/

Vanessa Vieira disse...

Parabéns pela resenha André! Estou ansiosa para ler Estação Jugular e espero não me decepcionar. Abraços!

Ana Paula Monteiro disse...

Esse definitivamente não é o meu estilo de leitura. Infelizmente não me atrai, mas valeu pela resenha.

La Mademoiselle disse...

Oi,

fiquei curiosa com o livro e com certeza o leria. Claro que goste de livros divertidos, mas é bom ler um livro que nos faz pensar e questionar de vez enquanto!

Bjs

Samira Chasez disse...

Oi..

Gostei muito da sua resenha .. O livro me pareceu ser muito interessante...

Albuq disse...

Resenha muito interessante!

Santos disse...

Muito interessante, deve ser muito bom esse livros! Os unicos que não entram em minha lista são livros de auto-ajuda, o resto é brinde e muito surpresa e esse parece ser feito de surpresa!
bjs
www.leituradeouro.blogspot.com

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