terça-feira, 20 de novembro de 2012

Resenha - Uma Segunda Chance


Quando a vida tira tudo o que você tem, a salvação pode estar onde menos se espera. Adam March teve uma infância sofrida. Abandonado pelo pai e pela irmã antes de completar 6 anos, ele cresceu sozinho e, com muito esforço, construiu uma brilhante trajetória pessoal e profissional. Aos 46 anos, era um empresário rico, bem-sucedido e com planos ambiciosos. Um dia, porém, seu passado volta para assombrá-lo de forma inesperada. Sua assistente, Sophie, lhe deixa um bilhete: Sua irmã ligou. Três palavras simples mas capazes de tirá-lo do sério e provocar um colapso nervoso. Descontrolado, Adam agride Sophie e esse gesto impensado o faz perder tudo o que conquistara com tanto esforço – a carreira promissora, o casamento estável, o respeito nos círculos sociais. Agora, morando sozinho num bairro pobre, entregue à solidão e ao álcool, Adam passa os dias servindo comida em um abrigo para os sem-teto. Sua nova realidade o leva a refletir sobre as escolhas que fez e o preço que teve de pagar por se transformar num homem arrogante e preconceituoso. É nessas circunstâncias que conhece Chance, um cão de briga que, assim como Adam, fora endurecido pela vida. Cansado de ter que lutar na arena para receber comida, o pit bull consegue escapar e, pela primeira vez, se vê livre. Quis o destino que essas duas criaturas perdidas se encontrassem. Juntos, Adam e Chance vão descobrir o poder da confiança, da amizade e do amor. Por meio da improvável relação que nasce entre eles, ambos recebem uma segunda chance. O cão tem a oportunidade de continuar vivo e Adam, de recuperar sua humanidade. Uma segunda chance fala de perdas e fracassos, de perdão e redenção. Susan Wilson aborda de forma leve e divertida nossa necessidade intrínseca de dar e receber amor.




“Descansa os cotovelos no balcão. Vários potes de vidro estavam ali para receber doações: salve os galgos, salve os pôneis, salve os animais com pedigree. Salve este, salve aquele, salve a mim.” 
Adam é um homem que se tornou frio pela infância sofrida que teve. Acredita que o vazio que sente será preenchido pelo sucesso profissional e por anos foi isso mesmo que acontecera. Um dia, por causa de um surto nervoso, vê a vida perfeita, que suara para conseguir, ruir bem diante de seus olhos.
Perde tudo e acaba isolado da sociedade que pertencera por anos e que tanto batalhara para que isso acontecesse.
A vida o leva a Chance, pit Bull, cão de briga que tudo que conhece é o medo. Muito esperto, sabe exatamente o que fazer para que o temam ou sintam pena.

Uma Segunda Chance é, em uma palavra, emocionante. A ideia de um cão ser o personagem-narrador parece absurda, mas logo você se vê roendo as unhas e desejando aflitamente pela próxima vez em que Chance aparece narrando suas aventuras. Se engana quem pensa que é algo infantil ou sem sentido. Muito pelo contrário, a autora descreve com tal realidade a vida de um cão de briga que você não sabe se sai correndo para salvá-los ou deseja nunca encontrá-los.
Em todas as sinopses, nos é mostrado Adam como um frio homem de negócios, porém, eu não consegui vê-lo assim. Para mim, é apenas um homem que quis – e conseguiu! – dar a volta por cima e ir contra a tudo que era predito por todos que o criaram. Um homem traumatizado. Em muitas cenas, consegui vê-lo como o menino abandonado e frágil que era.

Tudo que ele sempre quis foi uma família.
Enquanto tudo que Chance sempre quis foi liberdade.
Adorei como a história foi escrita, cada personagem ganhando força a cada página, assim como as pessoas ganhavam força – e importância – nas vidas de Adam e Chance e como cada um acabou cedendo ao outro depois de muita indiferença e aquele sentido de dever que a gente tem para com um animal de estimação. Quando percebemos, já é amor.

Você acha que é fácil transferir afeto? Você acha que poderia amar uma criança estranha que lhe fosse entregue para substituir seu filho? Será que você faz a mínima ideia do que seja amar alguém ou alguma coisa? Meu cachorro é meu amigo, companheiro, minha proteção nas ruas. Não amei bastante a minha família nem a mim mesmo, mas amo Benny”

Além da relação cachorro-humano, nos é mostrado um tipo de relação que a gente acaba esquecendo durante nosso dia-a-dia: a relação humano-humano, sem rótulos, sem se importar com condição financeira, status ou tribo. Adam deixa de ver os sem-teto como objeto da paisagem ou nojentos-que-passam-doenças-e-são-doidos e passa a vê-los como pessoas exatamente como ele: todos só querem um lugar no mundo. Quando vi que ele começou a se importar com um dos sem-teto, senti uma queimaçãosinha no coração, algo como orgulho, de ver que ele finalmente estava se desfazendo de toda aquela bobagem que a sociedade joga nas pessoas, a coisa de padrão de beleza e riqueza. Ele estava sendo apenas um humano afinal.
Não consegui suportar a filha de Adam, Ariel, senti vontade de sacudi-la e fazê-la perceber o quanto seu pai estava tentando ser alguém melhor, principalmente quando percebeu que lhe comprando coisas não estava comprando também sua felicidade ou amor.
Outra coisa que não engoli, não quero dizer que fiquei decepcionada, foi com o fim de Sophie, irmã de Adam. Não é que tenha sido desnecessário, não. Foi muitíssimo importante para o crescimento dele como pessoa, mas aaaah...  Não adianta, gosto de finais felizes.

Enfim, Uma Segunda Chance foi devorado em poucas horas na minha agonia em saber onde estava Chance, o que estava acontecendo com ele, quando iria se encontrar com Adam, quando o dinheiro de Adam iria acabar, cadê Sophie? Ela ligou mesmo? Será que ele vai surtar de novo? O que aconteceu com Jupe? Será que entre Adam e Gina terá algum romance?

Um bom livro que daria um bom filme que faria muita gente chorar enquanto sorri.


Por: Márcia Luisa Bastilho

7 comentários:

Lorena disse...

Oi, Márcia! O livro parece ser muito bom mesmo, mas infelizmente não é meu gênero favorito de leitura. Sabe, não gosto de nada que envolva animais, mas só na literatura me limito a isso, normalmente adoro animais.
Parabéns pela resenha, ficou muito boa mesmo!

Beijos
http://enclausuradas.blogspot.com.br/

Renata D'EÇA disse...

Adoro este estilo de história,e quando leio um livro assim imagino também como seria o filme, na verdade faço isso com a maioria dos livros!!!

Renata D'EÇA disse...

Esqueci de dizer que a resenha ficou ótima! :)

Thais Rory disse...

Parece ser um livro lindo e emocionante.

O blog está de parabéns!!!

http://lendoebebendo.blogspot.com

Marcia Na Terra Do Nunca! disse...

minha resenha *---*

Leandro de Lira disse...

Oi!
Esse livro parece ter uma história tocante mesmo. Fiquei bastante curioso para lê-lo. Acredito que gostaria da história.
Parabéns pela resenha!
Abraço!

"Palavras ao Vento..."
www.leandro-de-lira.com

Jullyane Prado disse...

Esse livro é emocionante e concordo que daria um filme perfeito!!!! Parabéns pela ótima resenha!

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