quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Resenha - Ligeiramente Casados

Como todos os Bedwyn, Aidan tem a reputação de ser arrogante. Mas este nobre orgulhoso tem também um coração leal e apaixonado - e é a sua lealdade que o leva a Ringwood Manor, onde pretende honrar o último pedido de um colega de armas. Aidan prometeu confortar e proteger a irmã do soldado falecido, mas nunca pensou deparar com uma mulher como Eve Morris. Ela é teimosa e ferozmente independente e não quer a sua proteção. O que, inesperadamente, desperta nele sentimentos há muito reprimidos. A sua oportunidade de os pôr em prática surge quando um parente cruel ameaça expulsar Eve de sua própria casa. Aidan faz-lhe então uma proposta irrecusável: o casamento, que é a única hipótese de salvar o lar da família. A jovem concorda com o plano. E agora, enquanto toda a alta sociedade londrina observa a nova Lady Aidan Bedwyn, o inesperado acontece: com um toque mais ousado, um abraço mais escaldante, uma troca de olhares mais intensa, o "casamento de conveniência" de Aidan e Eve está prestes a transformar-se em algo ligeiramente diferente... 

Desta vez Mary Balogh nos surpreendeu mais do que nunca. Após ter conquistado o pódio na lista de mais vendidos do The New York Times e permanecer sendo premiada por quase 30 anos com os prêmios de melhor autora na categoria Período da Regência, a nossa Majestade da literatura romântica de época europeia lança, no Brasil, em parceria com a ilustríssima Arqueiro mais um sucesso com mais de 4 milhões de vendas. Exatamente! Mais de 4 milhões. Querem notícia melhor? Ótimo: Ligeiramente Casados é o primeiro livro de uma série que contará com seis volumes, cada um contando a história de um dos Bedwyns.

No primeiro volume, Mary retrata a vida de um casal unido por conveniência: Lorde Aidan Bedwyn, coronel durão de uma tropa inglesa, é "obrigado" por sua honra a se casar com Eve Morris, filha de um ex mineiro galês que se casou com uma herdeira inglesa e passou a ser parte da aristocracia local. Isso tudo acontece porque o único irmão de Eve, o capitão Percival, morre em combate e pede ao coronel um último favor, que ele lhe devia por ter sido salvo durante uma outra batalha, favor que consistia em nada menos do que proteger sua irmã "custe o que custar". Como homem honrado que era, Aindan, ainda que contra a sua vontade, se casa com Eve para garantir que ela não perca sua propriedade e não desampare seus protegidos.

A questão maior é que o casamento que era pra ser um fato unicamente conveniente e um segredo absolutamente bem guardado chega ao conhecimento público e então Eve precisa se apresentar à Rainha como Lady Bedwyn e fazer as honras como nova integrante da família. Ao longo do tempo que a nova nobre passa com seu marido muitas coisas acontecem, ela sofre todo o preconceito por ser galesa, por não ter sangue nobre, por não ter sido criada exatamente como as outras "ladies", além de se reencontrar seu ex amor que estava há muito tempo desaparecido. Porém nem todas essas situações e nem mesmo o jeito carrancudo de Aindan seriam capazes de frear todo o sentimento que estava por surgir...

Essa obra maravilhosa foi escrita de uma maneira a encantar e prender o leitor e traduzida de uma forma clara e leve, toda planejada para nos deixar cada vez mais apaixonados pela narrativa, pelo contexto, pelos lugares, pelas temporadas londrinas e por tudo que só quem ama o Romance de Época sabe que há nesse tipo de texto. Não só recomendo a leitura como também parabenizo àqueles que leram antes mesmo da divulgação da resenha. Espero
que abril chegue logo para que possamos nos apaixonar mais uma vez por Mary com Ligeiramente Maliciosos.


quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Resenha - Os Três


Quinta-Feira Negra. O dia que nunca será esquecido. O dia em que quatro aviões caem, quase no mesmo instante, em quatro pontos diferentes do mundo. Há apenas quatro sobreviventes. Três são crianças. Elas emergem dos destroços aparentemente ilesas, mas sofreram uma transformação. A quarta pessoa é Pamela May Donald, que só vive tempo suficiente para deixar um alerta em seu celular: Eles estão aqui. O menino. O menino, vigiem o menino, vigiem as pessoas mortas, ah, meu Deus, elas são tantas... Estão vindo me pegar agora. Vamos todos embora logo. Todos nós. Pastor Len, avise a eles que o menino, não é para ele... Essa mensagem irá mudar completamente o mundo. 




Após Pamela May Donald ter deixado uma mensagem um tanto quanto peculiar em seu celular sobre os sobreviventes dos quatro acidentes aeronáuticos que ocorreram simultaneamente em quatro continentes distintos do planeta passa também a fazer parte da contagem de corpos empilhados para o reconhecimento de falecidos provenientes da fatalidade. A moça, que tentou apenas alertar para os perigos que seguiriam as tragédias, não sobreviveu para contar, de fato, o que sabia a respeito dos Três. A tríade infantil que supreendentemente saiu ilesa de seus respectivos aviões e que teve a vida revirada de cima a baixo, comentada, especulada e sondada por toda a mídia mundial.

O suspense de Sarah Lotz, editado e publicado pela nossa queridinha, a Arqueiro, conta com 391 páginas de puro envolvimento e tensão. É aquele típico livro que demora um pouco até te fisgar mas que não te deixa escapar depois de ter apreendido. Até eu que não sou a maior fã de narrativas desse tipo me encontrei como uma devoradora de páginas após ter sacado a pegada do livro (ou pelo menos achado que sim). Isso porque a autora nos leva a enumerar diversas hipóteses sobre o caso das crianças sobreviventes, apresenta várias vertentes de possibilidades e no fim, quebra as expectativas de uma forma única e sensacional.

A trama se desenvolve em torno das pesquisas relacionadas ao caso das quedas dos aviões e retrata de maneira crítica questões como fanatismo religioso, abuso de poder econômico e político, invasão midiática e teorias conspiratórias sem jamais deixar de lado o quê de sobrenaturalidade típico da leitura. Dentro do livro existe um "outro livro" que é apresentado como sendo um apanhado de informações relevantes das quais Elspeth Martins (a escritora fictícia) tomou nota para tentar descobrir ou desvendar o que está por trás de todo esse fenômeno.

Eu poderia me demorar mais detalhando os pormenores da história porém as informações são todas extremamente emaranhadas umas nas outras e eu acabaria revelando a parte mais fantástica disso tudo, então deixarei apenas minha recomendação de que não percam tempo e corram para as livrarias à procura de um exemplar desse livro-funde-cérebro. Boa leitura!




domingo, 12 de outubro de 2014

Resenha - A Filha do Louco

Juliet Moreau construiu sua vida em Londres trabalhando como arrumadeira - e tentando se esquecer do escândalo que arruinou sua reputação e a de sua mãe, afinal ninguém conseguira provar que seu pai, o Dr. Moreau, fora realmente o autor daquelas sinistras experiências envolvendo seres humanos e animais. De qualquer forma, seu pai e sua mãe estavam mortos agora, portanto, os boatos e as intrigas da sociedade londrina não poderiam mais afetá- la... Mas, então, ela descobre que o Dr. Moreau continua vivo, exilado em uma remota ilha tropical e, provavelmente, fazendo suas trágicas experiências. Acompanhada por Montgomery, o belo e jovem assistente do cirurgião, e Edward, um enigmático náufrago, Juliet viaja até a ilha para descobrir até onde são verdadeiras as acusações que apontam para sua família.


"A Ilha do Dr. Moreau", livro aterrorizante e perverso de H.G.Wells lançado originalmente em 1896, foi nada menos do que a inspiração para a criação da obra literária que trago pra vocês. Tendo o mesma clima tenso e de suspense do livro de Wells e sendo ao mesmo nível psicodélico, "A Filha do Louco" (de Megan Shepherd, através da editora Novo Conceito) retrata experiências inimagináveis e desumanas a partir da ideia da produção, sim, eu disse produção, de uma nova raça. É claro que não é apenas disso que a trama diz respeito, ela trata da Londres de 1800, seus costumes e sua cultura, trata da vida da jovem aristocrata que perdeu os pais e precisou, em virtude disto, se tornar faxineira de uma famosa faculdade londrina.

Tratemos então da nossa protagonista. Filha de um médico cirurgião famoso e bem sucedido em Londres, a querida Juliet se vê só no mundo após seu pai ter sido exilado (e tido como morto) por conta de ser acusado de fazer experiências envolvendo humanos e sua mãe ser morta vítima de uma doença fatal. Acreditando que seu pai esteja vivo, a menina de apenas 16 anos decide ir atrás dele, que até então tem se escondido em uma ilha. Após o reencontro com o filho de uma de suas antigas criadas,o igualmente jovem e belo Montgomery, Juli descobre o paradeiro do tão polêmico Dr. Moreau e parte com o seu amigo de infância em busca daquele que ainda considera sua família.

Ao longo da viagem até a ilha a moça passa a desenvolver um ligeiro interesse pelo rapaz, que ainda que apaixonado por ela, tem o cuidado de não ceder à sua paixão em nome da honra e respeito da família. Durante a viagem o casal tem contato com um naufrago que resgatam piedade e que, é claro, também se apaixona por Juliet após ela ter se dedicado em curar suas feridas advindas dos dias à deriva no mar. Formado nosso romance e nosso triângulo, o trio aporta na ilha e acontece o reencontro de pai e filha.

Durante a estadia da herdeira do Dr. Moreau no que ela chama de "novo lar", a pobre menina se depara a cada dia com aberrações supostamente naturais que aguçam sua curiosidade e seu lado mais obscuro. Em busca de resposta, Juliet passa seus dias desvendando os mistérios do lugar habitado e nos convida a participar de sua investigação.

Só tenho a dizer que fiquei realmente impressionada com a ideia desenvolvida, com o modo como a autora trata a questão do bem e do mal internalizados em cada ser humano e principalmente com o desfecho. É uma narrativa alucinante, que prende, que estimula, que pede mais do leitor a cada instante e que sem dúvidas me deixou de queixo caído. Recomendo sem perguntar a quem!


sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Resenha - Amada Imortal

Primeiro livro de bem-sucedida trilogia, mistura fantasia sobre imortais a uma história moderna de jovem em busca de si mesma e de redenção. Questões de identidade e moralidade aparecem na trama, protagonizada pela imortal Nastasya. Nascida em 1551, acostumada a beber e sair para baladas cada vez mais loucas, ela perdeu o rumo. Suas conexões com outros imortais, interessados apenas em suas habilidades mágicas, a fazem partir em busca de um propósito. E o encontra em uma espécie de clínica de reabilitação para os de sua espécie, onde conhece um pouco mais sobre o próprio passado e cria importantes laços para o futuro. 








Rebelde sem causa: esse termo provavelmente foi criado para designar Nastasya, protagonista da trilogia de Cate Tiernan que teve seu primeiro exemplar Amada Imortal (do original Immortal beloved) lançado em agosto de 2012 pela Galera Records e desde então vem trazendo a magia da trama para a vida de cada leitor.

Nasty, como é habitualmente chamada por seus amigos imortais, é uma "garota" que aparenta ter 18 mas está prestes a completar 450 anos dos quais pelo menos 100 foram dedicados a inúmeras mudanças de visual, identidade, endereços e caráter. E é principalmente disso que se trata este primeiro livro: busca da moral, redenção e nova conduta.

Após ter visto um de seus amigos assassinar um motorista de táxi por diversão, apenas a custo de utilizar a magia de que são providos, Nastasya entra em profunda contradição, afinal a vida que leva não é a que deseja, apesar de ser absolutamente livre e dona de si ela se sente prisioneira de uma personalidade desconhecida.

Tomada pelo desconforto e por autoquestionamentos infinitos, a personagem decide partir em direção a River's Edge, uma espécie de fazenda/clínica de reabilitação da qual soube décadas antes após um acidente automotivo no qual a própria dona do local, a senhora River, fez um convite para que ela passasse uns dias em meditação no local.

River's Edge é afastado de tudo, um verdadeiro atraso de vida diante da primeira concepção de Nastasya. Os imortais que lá residem são responsáveis por plantar, colher, preparar e organizar tudo aquilo do que vão se alimentar. Todas as tarefas domésticas são igualmente divididas e nos espaços vagos entre elas há ainda aulas de utilização de magia. Tudo é tão oposto à vida de ressacas, baladas, moda, crueldades e conforto, mas ao mesmo tempo soa tão familiar, principalmente... Ele. O "Deus Viking" que Nasty ora ama, ora odeia. Reyn tem algo que ela precisa, algo que ela não suporta, algo que ela implora por saber de onde vem e do que se trata.

Apesar de ter inúmeros aspectos dos quais eu poderia falar durante horas, deixarei apenas o conselho de que leiam para descobrir o motivo de eu ter me prendido tanto. O livro que é narrado pela própria protagonista tem um humor sarcástico, algo bem jovem, irônico e é envolto por mistérios e paixões da mesma forma que é rodeado por intrigas e mudanças. Uma narrativa que vai fazer com que andem esbarrando em postes nas ruas, sonhando com Deuses de um metro e noventa e correndo loucos em busca do próximo livro, pois este primeiro termina com... Vou deixar pra vocês descobrirem!


sábado, 13 de setembro de 2014

Resenha - Príncipe da noite

Toda manhã, o psicanalista Gabriel se surpreende ao acordar: sempre encontra uma mulher diferente dormindo ao seu lado. Ele nunca se lembra do seu nome, nem da maneira como a conheceu. A única coisa que resta de suas aventuras noturnas é um lapso de memória. Mas esta noite tudo se repetirá: quando cruzar com uma bela mulher, na noite seguinte, perderá o controle de quem é, porque o seu outro “eu” é capaz de tudo para satisfazer seus desejos mais primitivos. Mantendo esse segredo somente para si, Gabriel leva uma vida aparentemente normal na grande Londres, ouvindo diariamente os problemas de seus pacientes, enquanto tenta fugir das loucuras de sua ex-namorada. Mas nada é verdadeiramente normal para um homem que pode ser controlado pelo Príncipe da Noite...

O psicanalista Gabriel vive sua vida aparentemente normal em Londres, mas guarda um grande segredo: ele frequentemente acorda ao lado de mulheres que não conhece e não consegue se lembrar como foi parar ali.

Dominado por um “eu” misterioso e desconhecido, Gabriel tenta seguir com a sua vida, mas o Príncipe da Noite que toma conta de seu ser à noite parece não querer isso. Sem nem mesmo se entender, ele ainda precisa lidar com os problemas de seus pacientes e todas as (várias) mulheres de sua vida.



Fiquei encantada por esse livro desde a primeira vez que o vi. No entanto, esse encantamento desapareceu quando me peguei lendo a primeira página pela terceira vez para tentar encaixar aquilo em algum local da minha mente. Desisti e resolvi seguir em frente. Essa talvez tenha sido a minha melhor decisão.

A meu ver, o outro “eu” de Gabriel é uma metáfora bem construída de uma parte que todos temos e teimamos em tentar esconder. O Príncipe da Noite, como o próprio personagem o chama, é a personificação de nossos extintos, sentimentos e pensamentos; tudo aquilo que controlamos para os outros, mas que por dentro nos dominam e, por vezes, até nos controlam.

Foi incrível perceber pelos olhos de Gabriel como muitas vezes nos sabotamos por atribuirmos a nós culpas que não nos pertencem, mas como, ao mesmo tempo, culpamos e responsabilizamos os outros para que o peso não recaia sobre nós. Como somos inconstantes e complexos!

Com frequência, julgamos o que vivemos e o que pensamos e deixamos de nos sentir donos de nossas vidas. Nossos extintos são fortes e por vezes até irrefreáveis e, por isso, podemos acabar nos afastando de nós mesmos e, quando isso ocorre, é difícil retornar ao ponto em que paramos.

Sinto-me conflitante com relação a esse livro. A excelente ideia de Germano teve sua execução falha em alguns pontos. Mais de metade do livro serviu como ambientação para a vida de Gabriel. Me cansou não estar entendendo todos os pontos que eram abertos e que eu não tinha como saber se poderiam e/ou se iriam ser fechados. Continuei lendo e me surpreendi na segunda metade do livro, pois a história, que para mim vinha se arrastando, deslanchou em um ritmo frenético que me fez fechar o livro pensando “o que diabos vai acontecer na continuação?”

Não é uma história simples de ser lida, mas também não creio que nem por um segundo este tenha sido o objetivo. Apesar do começo do livro, ele me ganhou por toda a reflexão. A percepção de Germano Pereira ao criar todo esse enredo foi notável. Terminei esse volume com uma visão de que, sim, por mais que tentemos esconder, todos temos um ser interior que nos domina e que dominamos, e foi a primeira vez que vi isso exposto através de um personagem (um, dois, não sei como chamar Gabriel e o Príncipe).

Então, deixo aqui para vocês a recomendação de um livro nacional que merece muito crédito. 


Resenha por: Giulia Alzuguir

sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Sorteio - Se eu Ficar


Quer ganhar um exemplar de Se eu Ficar? Então o Viajando nos Livros em parceria com a Novo Conceito vai dar um jeito nisso!

Para participar basta curtir a pagina do Viajando nos Livros da Editora Novo Conceito e clicar em "quero participar" aqui.O sorteio começa hoje (01/08) e termina segunda (04/08), então corre participar.

A resenha de Se eu Ficar já está no blog, então quem quiser pode conferir AQUI. E para ficar ligado em mais novidades da Novo Conceito, não esqueçam de seguir no twitter e no instagram.


quinta-feira, 31 de julho de 2014

Resenha - Se eu Ficar

Depois do acidente, ela ainda consegue ouvir a música. Ela vê o seu corpo sendo tirado dos destroços do carro de seus pais – mas não sente nada. Tudo o que ela pode fazer é assistir ao esforço dos médicos para salvar sua vida, enquanto seus amigos e parentes aguardam na sala de espera... e o seu amor luta para ficar perto dela. Pelas próximas 24 horas, Mia precisa compreender o que aconteceu antes do acidente – e também o que aconteceu depois. Ela sabe que precisa fazer a escolha mais difícil de todas. 

Mia é uma violoncelista de 17 anos que em mais um dia normal com a família, sofre um acidente de carro e toda a sua vida se transforma por completo. Ela acorda e se vê ao lado de seu próprio corpo, e não sabe o que fazer. Mia segue seus instintos e segue o corpo até o hospital onde está sendo levada e fica cada vez mais confusa com o que vem em seguida. Além das preocupações com seu irmão mais novo, Teddy, que estava com ela no carro, ela também tem de lidar com o grande sofrimento de sua família e amigos que chegam para visita-la no hospital.

Mia está por um fio entre a vida e a morte, e ela sabe que a escolha é inteiramente dela. Se ela ficar, será orfã, terá sequelas de cirurgias, cicatrizes e sabe que não conseguirá lidar completamente com a perda. Mas também sabe que ela tem uma família: avós, tios, amigos, e claro, Adam, seu namorado e amor da sua vida. Agora com essa escolha nas mãos, Mia tem que decidir o seu destino com a ajuda e o amor incondicional de sua família.



Desde que descobri a existência do filme Se eu Ficar com a Chloe Moretz, fiquei fissurado com a ideia e muito ansioso pelo filme. Imagina então quando fiquei sabendo que a Novo Conceito ia lançar o livro que inspirou o filme, eu literalmente surtei! Antes de divulgarem qual seria a capa oficial, eu estava torcendo muito para que fosse a do filme (que é muito linda, vamos combinar) e qual não foi minha felicidade quando anunciaram que essa realmente seria a capa do livro. Demais!

O livro fala sobre amor, perda, sacrifício, e muitas outras questões da vida de um jeito juvenil porém forte. Não pense que o livro é mais romance água com açúcar com coisas sobrenaturais, pois você está muito enganado! Se eu Ficar é um livro rápido de ler e intenso, você fica preso de tal maneira que só solta o livro depois de ter lido até o fim.

Outra coisa que gostei também foi que o livro é narrado em primeira pessoa pela Mia, então quando ela fica fora de corpo vagando por aí, o mesmo que ela sabe o que nós sabemos. E o livro é alternado entre o agora, que seria ela no hospital, e vários episódios da vida dela, de sua família e de Adam. Mesmo ficando alternando toda hora, o livro consegue ser fluído e não enjoativo, como costuma acontecer quando fazem esse tipo de coisa.

Sobre a diagramação da Novo Conceito, nada a reclamar, como sempre. Em todas as páginas do livro vemos símbolos musicais nas bordas, o que é a cara da Mia e deixa o livro bem especial. A única coisa que tenho que levar em conta, de modo negativo, são os erros gramaticais. Acho que na pressa para fazer o livro antes de sair o filme, os revisores deixaram muita coisa passar, como palavras repetidas, alguns erros, etc. Não que isso atrapalhe a leitura, porém é algo que dá pra perceber. Então espero que corrijam na próxima edição.

Então Se eu Ficar é um livro juvenil porém com um forte apelo, um ótimo romance e uma personagem que fica fácil para todos de se identificar. Uma ótima leitura! Agora só falta esperar pelo filme...






Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...